Quando a Consciência chama a consciência!





Quando a Consciência chama a consciência!



Se desse para resumir as causas dos acontecimentos deste atual momento em que vivemos, eu poderia dizer que tudo isso está acontecendo como consequência de nossa falta de consciência, mas o que é a consciência?

Para responder esta pergunta precisamos detalhar algumas coisas, pois a Consciência se manifesta em cada ser de uma forma específica e é reconhecida, por cada indivíduo, dentro dos seus padrões de crenças.

Sendo assim, dizer que nossos atuais desafios são frutos de nossa falta de consciência, seria vago para muitas pessoas, então, dentro das minhas limitações, vou tentar adentrar um pouco neste universo e trazer algumas percepções para contribuir com uma visão mais ampla da Consciência.

Existe uma Consciência plena que orquestra toda a existência e tudo isso que chamamos de vida.


Alguns a chamam de Deus, Deusa, ciência, extra terrestres e tantos outros nomes que existem nas mais diversas culturas e crenças, mas isto são apenas percepções fragmentadas do “Todo”.

Existe também, uma consciência individual, que é um fragmento menor ainda desta grande Consciência. Ela é quem nos permite entender a vida, discernir entre uma coisa e outra e fazer nossas escolhas.

Dentro das crenças religiosas, existe a percepção de um ser maior “Deus/Deusa ou Deuses/Deusas” que são responsáveis por criar o universo em que vivemos e suas leis.


O termo religião vem de religare e este religar é justamente a religação da nossa consciência à esta Consciência maior. Isso acontece através de momentos e experiências que geram uma “expansão da nossa consciência”. A partir daí, começamos a perceber outros significados e sentidos para a vida e seus acontecimentos. Começamos a encontrar e encaixar algumas peças faltantes, no quebra cabeças da vida e a compreender o porquê de alguns porquês.

Como expressão da consciência “a divindade” a qual chamamos “Deus/Deusa” assume muitas formas de expressão para que possamos compreende-la. Uns vão entende-la como Jesus, como Virgem Maria, outros como Krishna, outros como Tupã, outros como Maomé, outros na forma dos orixás, outros como Mãe terra/Pachamama, outros como Mãe Divina e tantos outros nomes, mas todos, são expressões, de uma Consciência maior que se expressa por estes seres ou arquétipos, para facilitar nosso entendimento e aproximar “a nossa consciência” desta Consciência maior.

E dentro de cada uma dessas vertentes existem, mitos e orientações que formam nossas crenças e é com base nestas crenças que iremos entender o mundo e nos comunicar com ele.

Isso vale também, para aqueles que não acreditam nas divindades, mas sim na ciência, que também é uma expressão desta Consciência maior, porém, este ramo de crenças se baseia em experiências provadas na matéria, ela acredita em fatos testados e comprovados.

E cada um desses ramos, vão tentar explicar os acontecimentos da vida, dentro de seus padrões de crença e aqui, não podemos comparar uma com a outra ou querer dizer quem está certa ou errada, pois tendo como base princípios distintos, não existe forma justa de comparação, pois todas, dentro destes padrões, seguem os princípios de cada uma delas e seguindo estes princípios, todas estão certas, mas podem existir algumas que tenham uma percepção da Consciência, mais ampla que as outras e podemos também traçar um paralelo e identificar algumas semelhanças e distinções entre elas.

Porém sendo, todas, uma parte desta Consciência maior, todas são incompletas, pois limitam a expressão do todo e ao invés de criar pontes, muitos padrões de crenças, criam muros e divisões.

Dando origem a muitas das disputas, discórdias e conflitos que vemos em toda história da humanidade, desde tempos remotos até os dias de hoje.

Estas crenças se originaram de inspirações, observações e constatações do tempo e realidade, em que se deram origem, tendo inclusive, alguns objetivos específicos, espirituais, científicos e até mesmo políticos, todos querendo criar algum tipo de ordem.

Sendo assim, eu procuro observar a manifestação desta Consciência observando e procurando entender os ciclos que regem a natureza e tudo que nela vive, traçando um paralelo com alguns destes padrões de crenças.

Então minha percepção da Consciência se aproxima mais das percepções dos povos nativos, do que de outros padrões de crença e é dentro destes princípios e na minha experiência pessoal que irei me ater daqui para a frente.

Se existe uma Consciência maior que organiza toda a vida, ela também se expressa em toda forma de vida, seja ela animada ou não. É ela quem organiza todo a realidade, que muitas vezes parece caótica, quando observamos isoladamente, mas que na verdade seguem um fluxo e conexão com tudo, criando uma ordem num contesto global.

Podemos observa-la na Natureza, em todos os seus ciclos, que organizam a manutenção da vida nesta Natureza, da qual, somos parte, como uma espécie dentre milhares de outras espécies.

Observando estas manifestações percebemos um padrão fractal, algo que se reproduz desde o macro até o micro, e vice-versa, e isto pode ser percebido nos padrões geométricos de toda Natureza, mas num exemplo mais simples para nosso entendimento, observemos o corpo humano, ele é formado por um esqueleto, membros, órgãos, células e micro-organismos, que permitem este corpo funcionar em harmonia e sempre que por algum motivo, algo dentro deste corpo perde a harmonia, todo este conjunto de órgão, células e micro-organismos entram em ação para restabelecer o equilíbrio, isto é chamado de homeostase, é o nosso sistema imunológico em ação.

A Terra sendo parte desta grande Consciência, também possui um sistema de homeostase e sempre que seu sistema começa a colapsar, ela encontra algum jeito de tentar voltar ao seu equilíbrio e aqui podemos comparar o planeta com o corpo, os diferentes nichos da natureza, como seus membros e órgãos, e todos ciclos e seres que nele abitam, como suas células e micro-organismos, é o sistema imunológico da Terra entrando em ação.

Na natureza, tudo é natural, não existe bem ou mal, certo ou errado, estes são conceitos que pertencem aos padrões de crenças dos seres humanos, que como já vimos, não podem ser comparados. Basta ver que o certo para uma cultura é errado para a outra.


Esta dualidade existe na mente humana, que compara e se baseia, transitando entre suas polaridade para encontrar o equilíbrio. E é justamente a falta de percepção deste ponto de equilíbrio com posturas extremamente polarizadas, que vivem competido entre si, a grande responsável por estarmos passando por esta crise que vivemos nos dias de hoje.

Na natureza não existe benefício ou punição, existe apenas ação e reação.


E é dentro destas ações e reações que a vida vai se reorganizando, porém, dependendo do fluxo de determinadas ações, surgem reações mais intensas.


Se tomamos atitudes com base nestes extremos, puxamos a tensão apenas para um lado e a reação é a tensão surgir no outro extremos, se quiser entender mais sobre isso, busque sobre a “teoria da vara”.

Fato é, que a humanidade, se distanciou e muito de uma forma de vida consciente, no sentido de compreender que somos parte do planeta e que tudo que fazemos a ele, fazemos à nós mesmos.

Passamos a explorar a natureza e modificar a estrutura do Planeta de forma egoísta e nos esquecemos que fazemos parte do “Todo”.

Agindo desta forma, nós interferimos e muitas vezes interrompemos um processo de regeneração que antes estava inserido num ciclo natural, onde dentro deste mesmo ciclo a vida se reciclava e renovava de forma natural e harmônica.

A partir daí, criamos muitos, se não, todos os problemas que enfrentamos nos dias de hoje.

Ao interromper um ciclo natural, situações que antes se resolviam naturalmente, passaram a não ter soluções e foram se acumulando, até o momento em que este acumulo, começa a trazer suas consequências.

E é este, o exato momento em que estamos vivendo hoje, na verdade já estamos neste processo a muito tempo, porém a cada ano que passa, sem que paremos tudo e reavaliemos a direção em que permitimos a vida seguir, acumulamos mais problemas, que serão cada vez mais desafiadoras e complicadas, de serem resolvidas.

Então podemos entender que este momento, em que nos deparamos com o desafio de um vírus que faz tudo parar, para que, o maior número de vidas, “humana, ” sejam preservadas, é apenas uma forma dessa Consciência nos alertar de que mudanças precisam ser tomadas.

Não é punição de Deus ou castigo de Pachamama, por nossos erros, embora dentro de determinados padrões de crenças, seja entendido desta forma. 


É apenas a consequência de nossas ações inconsequentes e a Deus/Deusa/Consciência, reorganizando a vida de forma que, sob uma ótica estreita, pareça tudo um imenso caos.

São os anticorpos da Mãe Terra agindo para encontrar o equilíbrio entre todos os seres que abitam o planeta, é o processo de homeostase da Natureza.

Então, podemos entender este sinal e começarmos a modificar esta rota ou aguardarmos o próximo evento que tende a cada vez mais se agravar, pois o acumulo de problemas vai apenas aumentando, o que só faz suas consequências serem maiores.

Basta olharmos um pouco para trás e observarmos a progressão de desastres ambientais, incêndios, tsunamis, deslizamentos, enchentes, furacões, terremotos, vírus e tantos outros conflitos.

E colocando uma lupa nesta situação atual onde o ser humano vive um conflito polarizado, quer seja político, religioso, ideológico ou de gênero, me parece interessante surgir uma situação que afeta a todos da mesma forma e por mais que alguns ainda tentem espernear, se vitimizar e colocar a culpa em alguém, não existem culpados, porém somos todos responsáveis.


Se o problema bateu em nossa porta, é porque somos responsáveis por ele, então só nos cabe, criarmos maturidade e assumir a responsabilidade para começarmos a criar soluções e criar novas realidades, capazes de conduzir a vida novamente para dentro do seu ciclo natural, o qual organiza toda vida no planeta.

Muitos tentam colocar a culpa nas empresas, no capitalismo, em políticos, em religiões, ou seja lá o que for, mas a realidade é que através de nossa forma de vida e consumo, contribuímos para que este desequilíbrio aumente, nós patrocinamos tudo que existe no planeta e aqui entra um dos pontos de extrema importância, que é tomarmos consciência daquilo que estamos patrocinando, seja com nossas ideologias ou consumo.

Precisamos encontrar o ponto de equilíbrio entre estes extremos, pois esta atitude de ficar apontando culpados, não vai resolver, precisamos de inteligência e ideias cooperativas para entender que a mudança, a cura é um processo e todos terão que abrir mão de algo, alguns mais que outros, pensando no todo e não mais, no próprio umbigo apenas.

Precisamos desenvolver maturidade, pois o momento fala de coletivo, está é a era em que entramos.

Situações que causam dor, são ótimas para trazer maturidade, pois ainda não nos acostumamos a aprender pelo amor, pois o amor é silencioso, não faz alarde, é humilde, simples, mal é percebido e sendo assim, negligenciamos nossa mudança de hábitos, acreditando que está tudo bem, não vai dar nada errado, até que de repente tudo vira de cabeça para baixo e se inicia o processo de maturação pela dor, e aqueles que se baseiam por padrões de crenças mais estreitos acabam perdendo o chão e entrando em desespero e aqui mora um dos perigos, pois o desespero acaba contribuindo para aumentar  os conflitos e problemas.

Tudo passa, é verdade. Um dia tudo acaba, inclusive a nossa experiência nesta vida.

Uns vão de velhice, outros de doença, outros de acidentes, outros de desastres ambientais, outros por um vírus, fato é que todo mundo vai embora e não sabe o dia nem a hora.

Se você acredita na reencarnação, tem uma base de crenças mais ampla, acredita num nível de ação e reação, que transcende esta existência, isto pode ser bom ou ruim, pois pode postergar a tomada de atitude, deixando alguns problemas para outra vida, por outro lado pode também auxiliar a entender que tudo que está acontecendo, são consequências de ações que transcendem esta existência.


Se você acredita que esta vida é única, deveria ter o dever de fazer dela a melhor experiência possível, para você e todos os seres que compartilham a vida contigo neste planeta, pois são as ações que realiza aqui, que geram as consequências que colhe aqui também.

Seja qual for a sua crença, não importa, pois seja nesta ou na outra vida, tudo aquilo que plantar é você quem vai colher.

As crenças são importantes para nos levarem até determinados lugares, mas chega uma hora que nos deparamos com o muro que delimita esta crença e é nesta hora que você precisa se abrir para uma consciência maior, pois este muro te separa de outras realidades, de outras pessoas e muitas vezes pode ser ele quem impede a solução de muitos problemas.

As crenças têm sua importância, eu tenho as minhas, mas estou aberto para a possibilidade de existir outra crença, mais ampla e que me traga mais entendimento da vida e quem sabe, um dia chegue o momento onde crenças não sejam mais necessárias e eu consiga compreender e enxergar a grandeza desta grande Consciência/Deus/Deusa nas pequenas coisas da vida sem precisar associar elas a divindades ou arquétipos.

Crenças falsas se vão como castelos de areia, nas primeiras ondas, mas a constatação do que é real perdura por eras.

Independentemente de acreditarmos que o sol vai nascer novamente amanhã, ele vai nascer, mesmo que duvidemos disso.


As mentiras só existem porque acreditamos nelas, já a verdade, existe independente de acreditarmos nela ou não.

Sabemos hoje, através da física quântica, que nossas crenças, criam nossa realidade e a forma como a vida se comunica conosco através destas crenças. 


Mas realidades não são sinônimo de verdades.


Uma pessoa com desequilíbrio mental, vive numa realidade paralela que pode estar muito distante de ser verdadeira, exceto para esta pessoa.

Já parou para pensar que cada ser humano vive em uma realidade paralela? 


Algumas destas, semi-compartilhadas com outros indivíduos que tem padrões de crenças semelhantes.


É para se pensar, não é?

O momento atual, está pedindo que desconstruamos algumas crenças que tem limitado a vida e que nos abramos para novas possibilidades, é hora que quebrar os muros e construir pontes. Pontes que nos deem acesso a uma vida mais Consciente.

Temos conhecimento e inteligência suficiente para criar uma vida boa, mais justa, mais sustentável, mais saudável, só precisamos aprender a aproveitar o melhor que existe em cada um, pensando e agindo coletivamente e de forma cooperativa.

Se assim fizermos poderemos construir um Novo Mundo.

Teremos muito trabalho pela frente, porém se começarmos a utilizar a tecnologia que já desenvolvemos, visando um mundo melhor ao invés do benefício e lucro próprio, podemos sim, mudar esta realidade, mais rápido do que esperamos.

Para isso vamos precisar da boa vontade e consciência de todos, dos que tem mais recursos e tecnologias para torna-las mais acessíveis, dos que tem conhecimentos, boa vontade, saúde, tempo e disposição para arregaçar as mangas e pôr mãos à obra e sim, poderemos deixar um mundo melhor para nossos, filhos, netos e muito provavelmente, poderemos desfrutar dele também.



Não temos porque competir entre extremos, essa guerra nunca terá fim, essa visão só existe por conta do egoísmo, que quer ter razão, que quer estar certo e que olha só para o próprio umbigo.

Hoje vivemos um conflito extremamente polarizado, seja entre direita e esquerda, feminino e masculino ou outros e se continuarmos assim, isso só continuará nos trazendo mais conflitos e problemas.

Ou olhamos para o “Todo” e entendemos que este todo é feito de todas as partes e que existem recursos e habilidades da esquerda que se complementam aos recursos e habilidades da direita, assim como existem recursos e habilidades femininas que se complementam aos recursos e habilidades masculinos ou continuaremos trocando 6 por meia dúzia.

Não dá para construir um Mundo Novo se não percebermos a importância da diversidade e que somos parte do todo, não estamos à parte e nem somos “uma parte”, somos o todo que é feito de todas as partes.

Para refletir sobre a insensatez, desta polarização e dualidade mal compreendida e quando digo mal compreendida é porque muitos acreditam que dualidade se opõem, quando na verdade ela se compõem, pare para pensar, temos a dualidade em nós mesmos, um exemplo, temos um braço esquerdo e um direito, você acredita que um seja mais importante que o outro ao ponto de querer arrancar um deles fora?!

Vamos prestar atenção, o mundo parou, é hora de pararmos também e refletir sobre como estamos levando a vida e traçar novos rumos.

Este conflito não está fora de nós, ele está dentro, fora é apenas o reflexo disso tudo.

Acredito que esta situação deixou bem claro, como estamos todos conectados, pois começou num lado do mundo e se espalhou para o mundo todo, inclusive bateu na minha porta e na sua porta que achava que estava tudo certo e sim, mexeu e vai mexer mais ainda em nosso ponto de conforto, pois só assim, levantaremos a bunda do sofá e aprenderemos que para construir um mundo justo e melhor, precisamos arregaçar as mangas e nos tornarmos seres humanos mais justos e melhores, aprendendo a dividir para multiplicar, subtraindo os pré-conceitos e somando nossas forças, juntos somos mais fortes e esta competição inconsciente rouba nossa força e potencial de realização.

Temos o livre arbítrio para escolher o que plantar, mas depois de plantado, não temos como escolher a colheita. Plantou feijão, vai colher feijão.

Não precisamos querer salvar o mundo, mas se cada um faz um pouco, todos ganham muito e se todos ganham, o mundo também ganha e quando o mundo ganha, ah!

Quando o Mundo ganha, viveremos algo que talvez ainda não possamos imaginar, mas uma coisa eu posso afirmar, vai ser diferente de tudo que a história nos contou e eu quero fazer parte disto, eu quero ver isso, eu quero ajudar a construir este mundo novo e deixar como legado para as futuras gerações.

Acabou o tempo de pensar e agir de forma egoísta e individual, agora é tempo de pensar e agir de forma coletiva, porém esta mudança começa na consciência individual antes de chegar no coletivo.

Agora precisamos olhar pra dentro e modificarmos todos hábitos e crenças que se baseiam neste velho mundo que está ruindo e a partir daí, começarmos a reconstruir o Novo Mundo.

É tempo de unir as tribos e expandirmos nossas consciências e nos aproximarmos mais desta grande Consciência/Deus/Deusa.

Só assim, poderemos reverter a situação e mudar esta rota, que se continuar nesta direção, caminha rumo a extinção.

O planeta fica, mas nossa espécie se despede desta casa e com certeza, futuramente, outras espécies surgirão, tomara que sejam mais inteligentes que a gente, caso este seja o nosso destino, mas, eu espero e pretendo fazer a minha parte para que não, aberto, inclusive para a possibilidade de que surjam raças mais evoluídas e que possam nos ensinar, sem que precisemos passar pela extinção.

Não podemos mudar o que já foi feito, mas podemos mudar o que será feito daqui em diante e isso determinará o destino de TUDO!

A hora é agora!

Somos aqueles, por quem estávamos esperando!


Aho Mitakuye Oyasin!
(Por todas as nossas relações!)



Rodrigo Ecosss

Lua minguante - Equinócio de outono de 2020 – Quarentena consciencial – Um novo início






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